domingo, 24 de março de 2013

Chamados à santidade

Somos todos chamados à Santidade. O Pai sabe que cada um será mais feliz na medida em que caminhar rumo à santidade
Como a boa árvore é reconhecida pelos bons frutos, também o que é santo, ou se aproxima de o ser é reconhecido pelas boas obras.
As boas obras são as coisas que fazemos em prol dos outros, as coisas boas que beneficiam o outro. Obras boas é também não fazermos as más. Abster-mo-nos até de julgar os outros com o intuito de muitas vezes justificarmos a ausência de boas obras nos nossos actos.
Ninguém nasce Santo, claro que se exceptua Cristo. A Santidade é caminhada. O "Meu" S. Francisco caminhou para a santidade.
Acho que todos nós, em consciência, aspiramos à santidade. Muitos desistem porque pensam que é uma meta inatingível, difícil, que ser Santo é fazer coisas extraordinárias e não entendem que podemos ser santos no nosso local de trabalho ao ajudarmos um colega menos dotado em vez de o rebaixarmos, que podemos ser santos ao darmos o troco exacto de uma coisa que nos foi paga, que é ser santo pagarmos os impostos a que estamos devidos, que é ser santo no cruzamento darmos o pisca e deixarmos passar a quem compete passar...é não nos irarmos quando os acontecimentos contrariam os nossos projectos (nunca serei completamente santa...). desejar ser Santo, tentar ser Santo é acima de tudo AMAR o próximo, dar a mão ao que precisa de alento, de que minorem o seu sofrimento a sua dor. É partilhar do que temos, não a mais, com o que tem menos. A Caridade é amor, portanto somos chamados à Caridade ao Amor. Assim seremos todos Santos pois é a isso que o Pai nos chama para que fazendo os outros felizes sejamos também

terça-feira, 19 de abril de 2011

Domingo de Ramos no retiro na cidade

A palavra de Deus
«Quando já se aproximavam de Jerusalém, chegaram a Betfagé, junto ao monte das Oliveiras. » Evangelho Segundo S. mateus cap21, ver1
A meditação
A minha vida, dou-a


Eis-nos entrados na Semana Santa em que seguiremos Jesus subindo para a sua Paixão e para a cruz. Com a liturgia de Ramos, aclamamos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém como um aperitivo do triunfo de Páscoa. É preciso, com efeito, estar-se deslumbrado pelo Cristo em glória para seguirmos Cristo, nas humilhações da sua Paixão sem perder o coração. Mas no entanto, a Semana Santa recorda-nos que não podemos tomar parte na alegria da ressurreição de Jesus sem comungarmos dos seus sofrimentos e da sua cruz.


Por certo a mensagem da cruz é, hoje como ontem, difícil de entender. O sofrimento e a morte parecem tão absurdos que é difícil falarmos nelas. Eles apelam sobretudo em consideração para aqueles que sofrem respeito e silêncio. No entanto, podemos calar-nos completamente? Neste mundo onde explode sob os nossos olhos tanto sangue inocente derramado, tantas vidas destruídas, tantos homens e mulheres que sofrem e morrem, não é o momento, no início da paixão, para além dos combates, ver as revoltas inevitáveis, procurar perto de Cristo na Cruz, não respostas ou explicações, mas uma fonte de luz e de paz?


Notemos antes do mais, que antes de todos os discursos temos que acolher a cruz como uma festa e um mistério maior do Evangelho. Porque Deus não nos fala logo através de discursos mas de feitos, acções, de gestos imensos que nos revelam a sua espantosa sabedoria. Para nos salvar, Deus não escolheu o que é privilégio de alguns: a riqueza, a ciência…, ele despojou-se, humilhou-se, como diz São Paulo, até tomar sobre ele o que afecta a o nosso próprio ser, o nosso sofrimento e a nossa morte. Com isso, o mais comum, o mais íntimo, mais recôndito, ele salva o mundo.


Também nas nossas provas, Cristo já não está longe de nós. Provado em tudo como nós, como nós, excepto no pecado, ele pode compartilhar com todos as nossas fraquezas e transfigurar todas as nossas feridas. Em silêncio, com efeito, Cristo conheceu as nossas dores, as nossas solidões, o despeito dos poderosos, a leviandade das multidões, a traição e o abandono dos amigos e mesmo as nossas agonias e o silêncio misterioso do Pai na hora da morte: «meu Deus, meu Deus porque me abandonaste?» Mas o que muda tudo, são as palavras, todas de paz, que descerão da cruz: «Pai perdoa-lhes»; «Hoje estarás comigo no paraíso»; «eis a tua Mãe»; «Nas tuas mãos». Mas sobretudo, na Paixão segundo São João, Jesus aparece-nos como o Senhor Rei, o próprio Deus que nos dá a sua vida, por amor.


É verdade que Jesus foi «entregue» mas ele entrega-se ele mesmo. Na noite de Getsemani , quando o vêm prender, o próprio Jesus avança: «Quem procurais? Sou eu». Da mesma forma ele dá o último suspiro quando sabe que «tudo está consumado». Na cruz, Jesus faz-nos o dom total da sua vida. Na cruz do seu Filho, é o próprio Deus que nos fala da loucura do seu amor.

Para nós, nessa luz de Cristo que, na sua morte, é Rei e dá a sua vida, parece-me que o Senhor nos dirige talvez um apelo. Para o compreender permito-me evocar o testemunho perturbante, o de um homem de coração, Emannuel Mounier. Quando a sua filhinha Françoise sofre de uma encefalite, ele ousa escrever à sua esposa Paulette: «Se não fazemos mais do que sofrer, suportar, aguentar, não teremos manhã nem noite, não pensemos nessa doença como qualquer coisa que nos rouba, mas como qualquer coisa que damos de forma a sermos dignos do Cristo que está no meio de nós.»


Finalmente, pelo amor e pela presença do Senhor, as nossas provações terminam pouco a pouco de ser lugares de refúgio em nós mesmos ou de acusação, mas lugares de despojamento de si mesmo e de identificação com o Senhor. Quando as nossas pobres vidas, por mais que afectadas que sejam, tornam-se radiantes de luz, de paz, quando elas têm já a amplidão do amor, a morte já foi vencida em nós, tornamo-nos seres vivos antes da morte. Os nossos olhos já não param no rosto do crucificado, eles ficam deslumbrados pelo Senhor da glória ao ponto de esperarmos, toda a nossa vida, a alegria do Face a Face.
Traduzido de: http://www.retraitedanslaville.org/spip.php?sommaire&date=2011-04-16

quinta-feira, 17 de março de 2011

Retiro na cidade - 9


A Palavra de Deus

«Feliz o homem que não segue o caminho dos pecadores… antes põe o seu enlevo na lei do Senhor»

Salmo 1, 1-2

A meditação

Nos impasses, a conversão O primeiro salmo fala de duas vias propostas aos homens: a dos justos e a dos pecadores. Neste tempo de quaresma, somos convidados a tomar consciência destes aspectos da nossa vida em que fizemos «uma rota falsa», em que escolhemos caminhos que nos afastaram de Deus, voluntariamente ou inadvertidamente ou por fraqueza, porque fomos «na onda» ou escolhemos um caminho mais fácil ou mais rentável. «Examinemos atentamente os nos­sos caminhos e convertamo-nos ao Senhor. » diz o livro das lamentações (cap 3, vers 40).. É o que faz o filho pródigo que regressa a casa do seu pai, a amante pecadora que vai lavar com as suas lágrimas os pés de Jesus e tantos outros pecadores que Cristo reencontrou.

Como eles, somos convidados a descobrir não apenas as nossas faltas e os nossos pecados, mas também e ainda mais, o amor de um Deus que não nos aferrolha na nossa imagem de pecadores, como o podem fazer os bem-pensantes. Deus ama-nos ainda e sempre e quer dar-nos a sua amizade. É esta dupla descoberta que nos permite, então, que nos convertamos, que nos deixemos regressar para a misericórdia de Deus. Pois o nosso Deus não só espera o nosso regresso, como quer, ele próprio, o nosso reencontro. Ele parte ao nosso encontro. Ele fê-lo na pessoa de Cristo que veio convidar-se para casa dos pecadores que nós somos para que nos descubramos amados e ousemos reconciliar-nos e retomarmos o caminho com ele.

Traduzido de: retraitedanslaville.org

Retiro na cidade - 8



A palavra de Deus

«Parai no vosso caminho e vede; informai-vos sobre os caminhos de outrora e sobre o caminho da felicidade; segui por ele» Jeremias 3, 16

A meditação

Nas encruzilhadas da vida


Nós avançamos na vida como que sobre uma estrada, e são-nos apresentadas várias encruzilhadas, de diversas importâncias, onde devemos fazer escolhas, quer se tratem de escolhas maiores: compromisso no casamento ou a vida consagrada ou a escolha profissional, mas também o assumir de uma responsabilidade, um comportamento ou uma atitude face a uma dada situação. Há escolhas entre diversas coisas boas e outras em que é preciso escolher entre o bem e o mal, mesmo se os caminhos nem sempre sejam assim claros. Nós pressentimos que a verdadeira liberdade não consiste no facto de querer tudo ou de considerar que vale vale tudo, mas escolher e nos empenharmos numa direcção e portanto renunciar tomar outros caminhos que se apresentam também a nós. Por vezes o medo do definitivo e do irrevogável, ou o receio de nos enganarmos e de lamentar o caminho escolhido, ou a dificuldade de renunciar, podem apavorar-nos.


Para ultrapassarmos estes medos, precisamos de ter tempo para parar, medir as nossas forças, perguntar e ouvir os nossos irmãos, os de ontem e também os de hoje, que passaram antes de nós nestas encruzilhadas da vida, escutar o que o Espírito diz à Igreja, confiar nos sinais do salmo 25:« Todos os caminhos do Senhor são amor e fidelidade, para os que guardam a sua aliança e os seus preceitos» e olhar, contemplar Cristo que é o Caminho, a Verdade e a Vida: «ninguém vai ao Pai senão passar por mim» (Evangelho de João, 14, 6)

Traduzido de: http://www.retraitedanslaville.org/



foto tirada da net

segunda-feira, 14 de março de 2011

Retiro na cidade - 7

Imagem tirada da net

A Palavra de Deus

«Tu não sabes de onde vem nem para onde vai»

Evangelho segundo São João 3,8

A meditação

Pegar no GPS

«Ser livre», caminho fundamental da felicidade no imaginário de muitos de entre nós. A felicidade, seria atravessar a vida sem contrariedades: nem sem proibições, nem sem obrigatoriedades.
Mas é para que sejamos verdadeiramente livres que Cristo nos libertou. E a liberdade que Cristo nos dá é a do Espírito Santo: «como o vento que sopra onde quer, assim é o homem nascido no Espírito» diz Jesus a Nicodemos (Evangelho segundo São João, Cap 3, versículo 8).

O crente não é um cata-vento que girará com não importa que vento, mas um ser verdadeiramente livre. Pois a verdadeira liberdade não é aquela liberdade fictícia que consiste em andar às voltas no deserto sem nos apercebermos, mas uma rota que nos conduz ao objectivo, a uma conclusão: a comunhão cada dia mais intensa com Deus e os nossos irmãos.
E para chegarmos lá, não podemos contar com as nossas próprias forças, arriscando-nos a perdermo-nos. Os viajantes servem-se duma bússola ou de um GPS. No caminho da vida, há ainda melhor do que este instrumento técnico, há o Espírito Santo que nos torna livres indicando-nos a direcção e que nos recalculam o nosso itinerário quando estamos perdidos. Introduzamos o endereço «Deus», e deixemo-nos guiar por este espírito que nos coloca na memória as Palavras de Cristo; ele ajuda-nos a discernir o que está bem, e ilumina o nosso coração e a nossa inteligência e dá-nos a força para nos convertermos e de nos tornarmos testemunhas

http://www.retraitedanslaville.org/spip.php?sommaire&date=2011-03-15

Retiro na cidade - 6

Foto tirada de: http://comunidadevip.maiscomunidade.com/conteudo/2009-07-11/pelomundo/863/CAMINHOS-QUE-LEVAM-A-SANTIAGO.pnhtml


A Palavra de Deus
«Parte do teu país e vai para outro país que te indicarei»
Genesis 12, 1


A meditação


Partir para o desconhecido

Como Abraão, como Jesus percorrendo a Palestina, como os apóstolos e os discípulos enviados, nós somos convidados a «partir», por-nos em marcha em direcção a um futuro, que é sempre desconhecido. Homens e mulheres constrangidos pelas perseguições ou constrangimentos económicos, outros escolhem-na pela oportunidade ou pelo gosto da aventura. Espiritualmente, também, somos convidados, em toda a liberdade, a partir confiando totalmente na direcção da Palavra que nos chama e nos envia. Nós conhecemos as condições e as instruções da viagem: antes do mais, aceitar por-nos a caminho, deixar as nossas certezas, deixar-nos conduzir pelos santos, tantos os sábios como os loucos de Deus, por um caminho que eles trilharam antes de nós, um caminho cujo itinerário sem sempre conhecemos.

Não nos sobrecarregarmos com bagagens inúteis ou ao menos aceitar desembaraçar-nos dela se nos impedirem de caminhar. Alimentar-nos de um pão substancial, aquele que pedimos na nossa oração do Pai Nosso. Ir em direcção ao irmão e deixar-se acolher por ele, sem nos impormos, e receber na acção de graças o que nos é dado. Ir na direcção do outro e com ele encontrar o todo Outro. Pequena porção de estrada ou caminho de toda a vida, o caminho tem um nome mesmo que não o conheçamos sempre, ou ainda não. Este caminho chama-se «Jesus Cristo», caminho de verdade e de vida.

Traduzido de: http://www.retraitedanslaville.org/spip.php?sommaire&date=2011-03-14

domingo, 13 de março de 2011

Retiro na cidade - 5


Foto tirada do site dos Dominicanos de Lille

A Palavra de Deus
«Jesus foi conduzido ao deserto pelo Espírito»
Evangelho segundo S. Marcos 4,1
Turistas ou peregrinos?

A meditação

Jesus não faz turismo. No entanto ao longo de todo o Evangelho, ele aparece como um infatigável caminhante, um itinerante que atravessa a terra da Palestina. As suas deslocações ilustram um aspecto essencial do ser de Cristo: é um peregrino que vem ao nosso encontro, faz o seu caminho até nós, atravessando as nossas estradas, para fazer da sua vida o caminho para Deus. Para isso ele dá o primeiro passo, tomando a iniciativa de se juntar a nós.
O evangelista Mateus fala assim da viagem inaugural de Jesus, símbolo de todas as deslocações ulteriores. Ele menciona três etapas que são lugares onde Israel faz a experiência da presença de Deus e questiona a sua relação com Ele. Locais de prova, de questionamento do nosso relacionamento com Deus: o deserto, o templo e o cume de uma montanha. E o Filho de Deus deixa-se conduzir nesses três lugares simbólicos, porque ele quis viver plenamente a nossa condição humana.
O caminho de humanidade que ele nos pediu emprestado para vir até nós, precisamos de nos empenhar nele pela parte que nos toca. Se cada caminho é único, existem, senão passagens obrigatórias, pelo menos existem «etapas» essenciais. Para fazer do nosso próprio caminho humano uma estrada de libertação e de felicidade, é preciso considerar como Jesus venceu as suas três etapas e pormos os nossos passos nos dele, para ir com ele até ao fim da estrada e aí reencontrar Deus.
A primeira etapa desta viagem situa-se no deserto, local de libertação após a servidão para os Hebreus, mas também local de teste da fome e da sede. Jesus sofre-as ele próprio, pois quando caminhamos devemos refazer as nossas forças. Ao diabo que lhe propõe que faça um milagre para se saciar de alimentos, Jesus responde que o homem não se alimenta apenas de pão mas que a Palavra de Deus é para ele um alimento mais essencial. Não se trata da parte dele de desprezar os aspectos materiais, pois no seu caminho que conduzirá ao reencontro com os homens, Jesus alimentou as multidões, fazendo caridade com o próximo, o mandamento essencial. Mas neste deserto, ele adverte-nos contra uma concepção de felicidade reduzida à satisfação unicamente das nossas necessidades materiais com risco de já não termos ouvidos para a palavra de Deus. Esta ilusão da felicidade que consistiria em sermos saciados «de pão e circo» segundo o velho slogan romano repetido hoje pelas nossas sociedades de consumo. Nesta primeira etapa da viagem, a prova consiste em perguntar aos filhos de Deus, que queremos ser, qual é o alimento que desejamos e que concepção temos nós de Deus: distribuidor gratuito de bens materiais ou o único cuja Palavra refaz as nossas forças?

A segunda etapa conduz Jesus ao topo do templo de Jerusalém, onde o diabo lhe promete que se ele se atirar para baixo não sofrerá nenhum mal, Deus poupando-o do sofrimento e da morte. O nosso caminho passa por esta prova quando nós nos perguntamos como conciliar a nossa fé na Providência de um Deus que nos ama e a experiência escandalosa do sofrimento e da morte. Quando ele for confrontado, como todo o homem chegado ao início da viagem, Jesus não recusará esta prova, porque ela faz parte da condição humana e que ele veio para vivê-la até ao fim, e até ao fim do amor. Ele indica-nos através da sua atitude de confiança total no Pai, o caminho de humanidade que nós podemos seguir. Ele não veio pregar a resignação: ele próprio curou doentes, ressuscitou mortos. Mas ele veio viver estas provas connosco, para nos dar a força para as vivermos nós próprios. Quando Jesus for condenado junto do templo, Deus não enviou os anjos para o livrar da cruz, mas ressuscitando-o, fez da morte natural, unicamente pela força do seu amor, a passagem para a vida.

A terceira etapa, conduz Jesus ao topo de uma montanha, de onde se podem ver todos os reinos. Jesus é confrontado com o orgulho e com o desejo de poder. Exactamente os mecanismos sociais que geram a violência e o ódio têm por fundamento este desejo de domínio. Cristo, ele mesmo, quis ser aquele que serve, para que cumpramos a nossa humanidade, tornando-se servidores dos nossos irmãos.

Estas três etapas do percurso de Cristo reflectem todo o seu caminho de humanidade, que ele percorreu numa atitude filial para com o seu Pai e numa atitude fraternal em relação a nós, seus irmãos. Este caminho, ele propõe-nos que lho emprestemos. O caminho da nossa vida é-nos pessoal, porque a nossa história é única, ao mesmo tempo que se pode juntar ao caminho que Cristo percorreu. E se colocarmos os nossos passos nos dele, então a vida de Cristo torna-se nosso caminho, aquele que nos leva ao reencontro com o Pai.

Traduzido de: http://www.retraitedanslaville.org/spip.php?sommaire&date=2011-03-13